quarta-feira, 2 de março de 2011

Prostituição profissional


Ainda no primeiro ano de universidade, escutei um professor dizer que todo homem possui um preço, um cala a boca, independente da situação. Confesso que no primeiro momento não entendi o significado daquilo, logo, balancei a cabeça negativamente e discordei. Acreditava que meus princípios sempre estariam em primeiro lugar, que seria muito difícil ser convencido a fazer algo que não gosto. Desde aquela aula, três anos se passaram e, visivelmente, eu estava errado.

Definitivamente, todo homem possui um preço. As contas para pagar e os objetivos materialistas são dois dos principais motivos que levam as pessoas a “desistirem” de seus valores por algo que não gostam, mas é rentável.

Infelizmente, isso ocorre em todas as esferas das nossas vidas, mas o caso mais frequênte acontece no âmbito profissional. Já se tornou “natural” conversar com pessoas que estão em uma empresa apenas pela faixa salarial e abandonaram, temporariamente ou não, o sonho de ser feliz no trabalho. Hoje, eu sou uma delas.

Estou triste profissionalmente e o mais difícil é admitir que falhei ao ser seduzido pelo desafio de desempenhar um papel diferente, de agregar novos valores à minha carreira. Nesta semana, me senti sujo e desonesto com meus planos.

Neste exato momento, nada me difere de uma prostituta. Faço o que não gosto, mas recebo para isso e ainda aponto a falta de oportunidades como desculpa para insistir naquilo que considero um “mal necessário”. Tomei o meu "cala a boca" muito cedo.

Terei sérios problemas se permitir que o meu medo da vida pessoal assuma a profissional. É hora de tomar uma atitude enérgica!

1 comentários:

Cristiane Pinheiro disse...

Olá, Patrick
Também estava lá na sala quando ouvi o professor fazer esse comentário, confesso que na hora também discordei, mas agora entendo e concordo com tudo o escreveu.
Sucesso!