
Se existe algo impossível no mundo do futebol nesta segunda-feira (14) é não comentar a aposentadoria do Fenômeno Ronaldo. Claro que todos os sites especializados já publicaram aqueles históricos monstruosos ou prestaram suas homenagens ao ex-atacante. Assim, prefiro falar, em ordem cronológica, sobre as memórias que vou guardar do eterno camisa 9.
A minha primeira lembrança concreta do Fenômeno é da Copa do Mundo de 1998. Ronaldo foi simplesmente incrível naquele campeonato. Lembro que fiquei maravilhado com os gols que ele marcou no torneio, principalmente contra Marrocos e Holanda. A polêmica por causa da final até hoje gera as mais variadas teorias, mas acredito que a pressão exercida sobre o atacante foi um dos principais motivos para a famosa convulsão. Não deve ser nada fácil enfrentar as aquele mundo de jornalistas na porta do hotel e com as câmeras apontadas para a sua janela.
A segunda lembrança é Copa do Mundo de 2002. Algo inexplicável aconteceu naquele ano. Ronaldo mostrou ao mundo o seu poder de superação. Os gols na final contra a Alemanha foram simplesmente fantásticos, verdadeiras explosões de alegria. De quebra, ele ainda foi eleito pela terceira vez o melhor do mundo no prêmio da FIFA.
A terceira lembrança, essa certamente vou guardar na memória para sempre, é do jogo contra o Manchester United pela UEFA Champions League. Ronaldo, então com a camisa do Real Madrid, foi o protagonista de uma noite memorável em Old Trafford, quando marcou três gols, classificou a equipe espanhola para a próxima fase da competição e ainda foi aplaudido de pé pelos torcedores adversários. Foi uma atuação definitivamente impecável.
A última lembrança não é exatamente do maior artilheiro da história das Copas do Mundo, mas sim da forma fissurada com a qual o atacante sueco Ibrahimovic olhou para o Fenômeno antes do clássico entre Inter e Milan. Foi a maior demonstração de idolatria que vi de um jogador para outro. Ibra nunca escondeu a sua admiração pelo brasileiro e naquele dia isso ficou mais do que evidente. Era o olhar não apenas do respeito, mas também da devoção.
Essas quatro lembranças vão permanecer na minha memória por longos dias e fatalmente serão contadas com a maior riqueza de detalhes quando eu estiver sentado no sofá com meus filhos, sobrinhos ou netos. Fica registrada a tristeza por não ter visto “in loco” um dos maiores jogadores de todos os tempos, plano que tinha para 2011 e infelizmente não poderá ser executado.
Se ele deveria ter parado antes? Se os escândalos riscaram a sua imagem como ídolo? Se ele estava gordo? Isso já não importa mais.
Eu vi Ronaldo jogar.....sorte minha!
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