quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A farsa é (Multi) Show


Na noite desta terça-feira (24) de agosto, aconteceu mais uma edição do Prêmio Multishow e GRAÇAS AO BOM DEUS eu não assisti! Mas só de saber quem foram os “grandes” e “merecidos” vencedores já senti vergonha.


Não se trata de uma crítica sem nenhuma base. Já escutei TODOS os artistas que concorreram ao prêmio e posso garantir, com toda a certeza deste mundo e dos outros também, que a maioria não tem qualidade o suficiente nem para passar perto da Arena HSBC, no Rio de Janeiro, local onde foi realizada a heresia.


Ver o Cine desbancar nomes como Titãs e Skank é simplesmente triste. Não que os veteranos tenham feito trabalhos excelentes nos últimos tempos, mas imagino como o Samuel Rosa, com tantos anos de estrada e um talento incrível, deve ter se sentido quando viu aquela pouca vergonha acontecer. A vitória da faixa “Recomeçar” do Restart como melhor música pode ser considerada uma verdadeira afronta aos grandes instrumentistas e compositores brasileiros.


O que aconteceu com a música brasileira? Pior ainda: o que aconteceu com o mercado fonográfico? Ser raso e vender apenas o que é “chiclete” já eram características pra lá de conhecidas, mas “apelão” ao ponto de mirar apenas “pré-adolescentes” é um pouco demais.


Para melhorar o quadro, a dupla Zezé Di Camargo e Luciano acusaram os organizadores do prêmio de manipular votos. A resposta para a denúncia é simples. O Multishow dita quem são “as bolas da vez” e, de quebra, ajuda o fraco mercado fonográfico a se levantar um pouco, uma vez que vivemos na era do download. Como se chama isso mesmo????......deixa eu ver.....ahhh lembrei!!! É Troca de favores, ou o popular “jogo de comadres”.


Tudo não passa de uma verdadeira enganação, onde os bandidos são os mocinhos e a bela dama a ser conquistada não passa de um bando de crianças, que acreditam fielmente no que é transmitido através do computador. Acredito que o Multishow, assim como o mercado fonográfico, deveria ser acusado de pedofilia musical.