segunda-feira, 26 de abril de 2010

Korn = Tradição


Nos tempos em que o rock tem ficado cada vez mais “colorido” e “blasé”, as velhas camisetas pretas ditaram o tom da noite desta quarta-feira (21) para o show do já veterano Korn. Referência do Nu (ou new) Metal mundial, a banda encerrou no Credicard Hall, em São Paulo, a fase sul-americana da turnê Escape From The Studio. Mesmo sem lotação máxima na casa, talvez por causa dos preços salgados dos ingressos, o grupo demonstrou simpatia e trouxe à capital paulista uma apresentação pesada, cheia de sucessos, principalmente os antigos.

Tradicional. Essa é uma palavra que se encaixa perfeitamente para descrever a terceira passagem do quarteto pelo país. Seja no set list, que foi baseado nos primeiros álbuns, ou na maior parte do público, que cantou todas as músicas, o Korn mostrou exatamente o que se esperava dos precursores do New Metal: muita disposição, letras cheias de raiva e batidas pesadas, com os graves no volume máximo.

Por volta das 21h30 (21h36 para ser mais exato), as luzes do Credicard Hall se apagaram e a faixa 4U, do disco Issues (1999), começou a tocar como intro, em alto (mais alto mesmo) e bom som, para delírio dos fãs.

Em seguida, Ray Luzier assumiu a bateria e quando começou a bater no surdo foi possível ter a noção de que o espetáculo seria realmente barulhento. Depois, foi a vez de Munky (com uma espécie de máscara de luta livre pintada no rosto) e Fieldy aparecerem. Por último, sob fortes gritos do público presente, Jonathan Davis subiu ao palco – a proposta de fazer um som “Old School” ficou evidente logo na roupa do vocalista. Davis abandonou o Kilt (traje escocês) e voltou a utilizar o tradicional agasalho preto com listras brancas da Adidas, que marcou o início da carreira da banda.

Assim, o Korn abriu o show com “Dead Bodies Everywhere”, do Follow The Leader (1998). Um fato chamou a atenção logo no início. Apesar de estar com a garganta em dia e de ainda atingir os graves nas músicas, Jonathan Davis recorreu em diversos momentos a uma espécie de balão de oxigênio. Realmente existe algum problema? Só vamos saber com o tempo.

Cheio de caras e bocas, Munky não parou nenhum minuto de brincar com os fãs e distribuiu diversas palhetas durante o show. Ao contrário de Fieldy, que pouco interagiu, mas não deixou em nenhum momento de ser o baixista empolgado e com o estilo único de tocar (com o baixo bem levantado, quase que na vertical).

Depois vieram “Need To”, do álbum Korn (1994), e “Coming Undone”, que teve o clássico We Will Rock You, do Queen, cantado em um dos refrões. “Here To Stay” marcou a passagem do Untouchables (2002) na apresentação. Outro momento que arrancou gritos dos fãs foi quando Zac Braid, músico de apoio, começou a introdução de “Falling Away From Me” no teclado e em seguida o hit estremeceu o Credicard Hall.

Em um dos únicos momentos que parou para conversar com o público, Davis anunciou a faixa “Oildale (Leave me Alone)”, primeiro single do novo disco, Korn III: Remember Who You Are, que deve chegar às lojas no mês de julho. “Somebody Someone”, um dos maiores sucessos do quarteto, veio na sequência, com direito a solo do baterista Ray Luzier, que demonstrou toda a sua técnica.

Também estiveram presentes sucessos nem tão antigos como “Did My Time”, do Take a Look in The Mirror (2003), e “Throw me Away”, do See You on the Other Side (2005). Precedido por uma espécie de Jam Session entre Fieldy e Luzier, o hit “Freak on a Leash” mostrou mais uma vez a qualidade do vocal de Jonathan Davis.

Como não poderia deixar de ser, o momento apoteótico da apresentação, por assim dizer, ficou para o fim. As baquetadas rítmicas de Luzier no prato anunciaram a clássica "Blind" e levou a galera ao delírio, com gigantescas rodas de bate-cabeça – o único momento em que a pista VIP realmente agitou.

Quando retornou para o BIS, Davis trouxe em seus braços uma gaita de fole e, novamente sob fortes gritos, começou a introdução de “Shoots and Ladders”. Com os clássicos “Clown” e “Got the Life”, o Korn se despediu do público brasileiro. Jonathan Davis deixou o palco agradecendo a presença de todos e disse que espera voltar ao país em breve. Munky e Luzier também se aproximaram da platéia para jogar alguns “brindes”, como palhetas e até mesmo uma pele de bateria autografada. Já Fieldy foi mais “introvertido” e saiu sem alardes.

Um fato curioso foi a exclusão de “Faget” do set list. No repertório oficial, a música estava presente, mas não foi executada pela banda. Se a decisão foi efeito do cansaço vocal de Davis, provavelmente não vamos saber, mas com certeza a faixa fez falta.

Um ponto fraco foi a apatia da pista VIP. Preocupada tanto em tirar fotos e filmar o show, parte das pessoas esquecia até de aproveitar o momento único que é ver de perto os precursores de um estilo musical – claro que ninguém é obrigado a agitar, mas existem pessoas que dariam tudo para ver Jonathan Davis & Cia. de perto. Coisas da tecnologia, maldito seja o iPod. Talvez essa coisa mais “pop” seja efeito da aceitação mercadológica que o New Metal ganhou com bandas como Linkin Park e Limp Bizkit, mas nada que chegasse nem perto de atrapalhar o espetáculo “nostálgico” que o Korn trouxe em sua terceira passagem pelo Brasil.

Set List

4 U (intro)
Dead Bodies Everywhere
Need To
Coming Undone / We Will Rock You
Here to Stay
Falling Away From Me
Oildale
Somebody Someone
Did My Time
Throw Me Away
Helmet in the Bush
Freak on a Leash
Good God
Blind

BIS
Shoots and Ladders
Clown
Got the Life

por Patrick Mesquita

Foto: por MRossi

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vagner Love ficou no chinelo! Com vocês....O Estelionatário do Amor


Um sentimento nobre. Acredito que essa é a definição que mais se encaixa quando falamos sobre o amor. Como o Brasil está cheio de pessoas que se aproveitam da sensibilidade alheia, um senhor decidiu “inovar” no golpe do estelionato.

O sergipano Carlos Alberto Cardoso de Melo, 53 anos, costumava cativar mulheres com perfil frágil. Com roupas vistosas e uma lábia pra lá de convincente, “Carlão” se apresentava como funcionário da Petrobrás e prometia uma vida cheia de regalias às “garotas”. Quem não amaria um homem de posses!!!

Após ganhar a confiança, o “bonitão” roubava das mulheres, de maneira bem sutil, dinheiro, cartões de crédito, talões de cheque e até mesmo dinheiro de venda de imóveis. É claro que um crime desses não passaria batido pela eficiente polícia de Sergipe, que logo apelidou o golpista como “O Estelionatário do Amor” (quanta inspiração hein).

A última vítima, uma moradora do município de Nossa Senhora do Socorro, caiu na conversa do ladrão e vendeu sua casa com a promessa de comprar em conjunto de uma moradia melhor.

Para o conforto dos corações partidos, Carlos Alberto foi preso na manhã da quarta-feira (31). As autoridades ainda não sabem ao certo quantas mulheres foram enganadas pelo “Estelionatário do Amor”, mas a polícia garantiu que ele já usou a mesma “tática” em outros estados.

Agora....reparem bem na foto e vejam o charme e a beleza do “Estelionatário do Amor”................realmente irresistível né???

E ainda tenho que ouvir aqueles bombadinhos dizerem que fazer academia e ficar forte é a melhor maneira para se tornar um verdadeiro pegador!!!