terça-feira, 23 de março de 2010

Casablancas deu uma "estrelada"?


O The Strokes continua as gravações para o novo álbum com um considerável “desfalque”. Em entrevista à TV ABC News, o vocalista Julian Casablancas, que está em turnê de divulgação de seu trabalho solo, confirmou que só se juntará ao grupo no estúdio quando for o momento de colocar as vozes nas músicas.

"Eles fizeram um bom trabalho. Eu estava muito teimoso. Não que as coisas não estivessem me agradando, mas eu sempre dizia 'hmm, podemos mudar um pouco esse baixo' ou coisas do tipo. Considerando que eu não estava ajudando lá, deixei para que eles soltassem suas asas sozinhos", comentou Casablancas.

O músico também afirma que o novo trabalho da banda deve soar como o antecessor First Impressions Of Earth, de 2006. Ainda sem nome definido, o registro deve chegar às lojas em setembro.

Se comprometer a gravar um novo disco e ficar longe de todo o processo por "motivos" pessoais... Realmente Casablancas deve ter esquecido o conceito de grupo! A desculpa de deixar que os integrantes soltem suas asas sozinhos foi a melhor!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Paul McCartney faz aulas de espanhol


Prestes a realizar um show em Porto Rico, no próximo dia 5, o ex-Beatle Paul McCartney começou a fazer aulas de espanhol para poder interagir com o público da ilha caribenha.

"Ele está aprendendo a falar espanhol só porque vem a Porto Rico", disse José Hernández, da produtora AEG Live.

A apresentação faz parte da turnê Up and Coming, que só possui quatro cidades do continente americano na agenda. Além de San Juan, capital porto-riquenha, McCartney passará por Los Angeles, Miami, e Phoenix, todas nos Estados Unidos.

Aos 67 anos, o músico se interessa por outras línguas desde a turnê de 2004, quando quis aprender norueguês, alemão, português e russo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher de todos os dias


Eram cinco horas da manhã e ela já não estava mais em casa. Sem tomar café da manhã, ela sai em busca de mais um dia difícil.

Nada carinhosa. Recusa-se a demonstrar afeto, mas, caso precise, ela com certeza vai te ajudar.

Definitivamente, ela é uma prova de que não se ganha o mundo apenas com inteligência e decisões corretas. É preciso mais. É necessário demonstrar esperteza, jogo de cintura.

São Paulo não está nem aí para o quanto você estudou e quais são as suas boas intenções. A metrópole só quer saber de quem sabe viver nela.

Durante muito tempo ela abriu mão do que podia comprar para salvar sua prole. Ajudar os outros? Só depois de resolver o que precisa e ao seu favor, claro.

Forte e durona, ela não chora. Um coração que já apanhou demais não sente nenhuma sensibilidade. E assim ela segue... se a encontrasse hoje e perguntasse a data, com certeza ela diria que é uma segunda-feira, como qualquer outra.

O Dia Internacional da Mulher passará despercebido, como tantos outros. O negócio é vencer sempre, sem comemorar demais, pois a próxima batalha se aproxima.

O dia dela não é hoje, nem foi ontem. Para ela, isso não é uma homenagem, não é data de comemoração. Também não é o momento de ler especiais nos sites ou discutir a importância do sexo feminino na sociedade atual. É hora de trabalho duro, pois ela é uma mulher de todos os dias, que só se sentirá realmente homenageada quando eu vencer e retribuir tudo o que me foi concedido.

As atitudes dela me fizeram ver as coisas mais claras e, definitivamente, quero seguir a mesma linha. Vencer, sem medo de abraçar o próprio mundo. O que é dos outros não se pode ter, nem viver por eles. Data importante é aquela que se vence, que fica claro o quanto você evoluiu.

Saber que um alguém quer ser igual e seguir seu caráter. Existe algo melhor para uma mulher? Para minha mãe.... não!

sexta-feira, 5 de março de 2010

O mágico Coldplay


Eram 18 horas de uma terça-feira fria em São Paulo e o Estádio do Morumbi estava quase vazio. De fato, não parecia que uma das maiores bandas pop da atualidade e fenômeno de vendas até mesmo na era do download faria um show na capital paulista. Por volta das 19h10min, pisa ao palco a primeira banda da noite, o Vanguart.

Mais conhecida no cenário underground, a banda de Folk Rock mato-grossense atingiu seus momentos de simpatia com o público em três ocasiões. A primeira foi quando tocaram o hit “Semáforo”. Já as duas últimas aconteceram quando o vocalista Hélio Flanders anunciou que o Brasil vencia a Irlanda por 2 a 0 e quando lembrou que naquela noite o “dono da festa”, Chris Martin, completava 33 anos.

Em seguida, ainda sem grande público, foi a vez de a banda inglesa Bat For Lashes se apresentar. Com um som pra lá de experimental e com muitas batidas eletrônicas, o grupo liderado pela vocalista Natasha Khan colocou um ponto de interrogação em diversos rostos espalhados pelo Morumbi, que não entenderam muito bem a proposta musical.

O relógio já apontava 21 horas e o estádio ainda não possuía um grande público, mas aos poucos a situação começou a mudar. Quem vive em São Paulo sabe das dificuldades encontradas para se chegar ao Morumbi, ainda mais em um dia de semana. Porém, isso não importava, pois faltava pouco para o grande momento da noite.

Com horário marcado para as 21h30min, as luzes do estádio só se apagaram com 20 minutos de atraso (sim, inglês também se atrasa). Um globo apareceu no telão e indicou a posição da cidade de São Paulo no mapa. No maior estilo Google Earth, a imagem se aproximou até chegar ao Estádio do Morumbi. Nesse momento, para histeria geral do público presente, Chris Martin, Jon Buckland, Guy Berryman e Will Champion entraram no palco e com a instrumental “Life in Technicolor”, do álbum Viva la Vida or Death and All His Friends (2008), abriram o show mais colorido dos últimos anos.

Em seguida vieram os singles “Violet Hill”, também do Viva la Vida, “Clocks” e “In My Place”, ambas do A Rush of Blood to the Head (2002). A ensurdecedora participação das quase 60 mil vozes presentes fez o Coldplay perceber logo de cara o aumento significativo do número de fãs desde 2007, última vez em que visitaram o Brasil.

Entre uma pausa e outra, o elétrico Chris Martin ouvia gritos de “Happy Birthday” de todas as partes, em homenagem aos seus 33 anos completados no mesmo dia. Aliás, o vocalista se demonstrou bastante empolgado com o público presente. Carismático e desengonçado, o cantor corria de um lado para o outro do palco.

Com bolas amarelas espalhadas por toda a pista, “Yellow” trouxe o álbum Parachutes (2000) ao espetáculo e arrancou calorosos aplausos. Um dos momentos mais bonitos da noite foi na balada “Fix You”, do álbum X&Y (2005), quando fogos de artifício surgiram de trás do palco em meio ao coro de vozes.

Em um momento mais intimista, Martin se dirigiu a ponta de uma das passarelas que levava ao público e assumiu um piano com a inscrição “Viva”. “Não tinha jeito melhor de comemorar o aniversário do que ouvir 60 mil brasileiros", afirmou o vocalista antes de cantar "The Hardest Part", emendada em “Postcards from Far Away”, do EP Prospekt's March (2008). O momento apoteótico da noite velo logo em seguida.

Quando os acordes de “Viva la Vida” começaram a ecoar no Morumbi, foi possível sentir o estádio balançar. A gritaria dos fãs chegou a cobrir a voz de Martin, que deitou no chão para ouvir o coro mais “chiclete” e uníssono dos últimos anos - esse momento do show fez com que ficasse claro o patamar de popstar que o Coldplay atingiu, algo bem diferente do quarteto tímido e de certa forma depressivo do começo da carreira.

Uma das grandes surpresas da noite aconteceu quando, de forma bastante coreografada, e ao som de “Singin’ in the rain”, Chris, Guy, Will e Jon se dirigiram a um palco menor que ficava entre a pista normal e a vip. Logo após o hit “Shiver”, tocada em uma versão acústica, Champion assumiu os vocais para cantar “Death Will Never Conquer”, mas antes, cheio de dificuldades, cantou em português o tão esperado “Parabéns a você”. Ainda no “minipalco”, a banda aproveitou para apresentar aos brasileiros a inédita “Don Quixote”, que deve estar no próximo álbum, programado para ser lançado no final do ano.

De volta ao palco principal, Martin improvisou na letra de “Politik” ao pedir uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Inglaterra. Se a idéia do Coldplay era apresentar um espetáculo, a promessa foi realmente cumprida em “Lovers in Japan”, quando canhões espalhados pelo estádio dispararam uma chuva colorida de borboletas de papel que, aliadas à luz negra vinda do palco, deu ao Morumbi um colorido todo especial, arrancando gritos intensos da multidão. Nesse momento, Chris Martin pegou um guarda-chuva oriental e andou em meio ao mar de borboletas – esse momento foi incrível e mostrou a influência do produtor Brian Eno nas apresentações do quarteto. “Death and All His Friends” foi a escolhida para encerrar a primeira parte do show.

Quando retornou para o bis, Martin agradeceu a presença dos fãs e pediu desculpas por ter que falar em inglês. O vocalista também anunciou que todas as 60 mil pessoas levariam de graça uma cópia do EP ao vivo LeftRightLeftRightLeft, disponibilizado para download gratuito no site oficial. Em seguida, o frontman começou a dedilhar os acordes do hit “The Scientist” e levou os fãs ao delírio, em uma das partes mais emocionantes do show.

O Coldplay se despediu do Brasil com a bela “Life in Technicolor 2” e uma grande queima de fogos colocou ponto final no espetáculo colorido e cheio de luzes que os ingleses trouxeram. Algo mágico e emocionante para quem é fã de uma das maiores bandas pop da atualidade. Convenhamos que levar cerca de 60 mil pessoas ao Morumbi, em um dia de semana, e sem ser para um jogo de futebol, não é para qualquer um.

Apesar de toda a perfeição do quarteto no palco e seu espetáculo cheio de glamour, longe dele tudo quase foi por água abaixo devido a uma enorme falha da organização. Em vários pontos do estádio o som estava muito baixo, as arquibancadas (com valor mínimo de 180 reais) foram os setores mais prejudicados com a “gafe”. Mesmo assim, os fãs não deixaram de apreciar o show, mas fica o registro de que o som em uma apresentação está longe de ser apenas um detalhe (sic).

Já quem apenas era simpatizante do Coldplay, graças ao número de singles ou por escutar “Viva la Vida” na novela das oito, não se empolgou muito com a apresentação, que se desenvolveu em um clima “mega-espetáculo-intimista”.

Confira o set list:

"Life in Technicolor"

"Violet Hill"

"Clocks"

"In My Place"

"Yellow"

"Glass of Water"

"42"

"Fix You"

"Strawberry Swing"

"God Put a Smile Upon Your Face/Talk"

"Hardest Part"

"Postcards from Far Away"

"Viva La Vida"

"Lost!"

"Shiver"

"Death Will Never Conquer"

"Don Quixote"

"Politik"

"Lovers in Japan"

"Death and All His Friends"

"The Scientist"

"Life in Technicolor 2"

Texto: por Patrick Mesquita