terça-feira, 8 de setembro de 2009

Manual do egoísmo em um dia de chuva!


A terça-feira, dia 8 de setembro, foi de tirar o fôlego e principalmente a paciência de muitos paulistanos... Menos a minha! Estar em casa em um dia de semana, sem trabalhar e sem ir para a faculdade é uma dádiva.

Quando acordei, descobri que o mundo desabou, o caos tomou conta de São Paulo por todos os cantos... E eu em casa... Em um pleno exercício da falta do que fazer. Às vezes eu penso que tudo poderia ser diferente, enquanto eu estou em casa pessoas estão literalmente em baixo d’água na lamentação da perda de seus pertences... E eu em casa... Sem nada para fazer.

O fato de não poder estar em todos os lugares e de não ter condições de mudar essa situação passou batido pela minha cabeça... Foi um dia de puro alívio. Trabalhar todos os dias me fez quebrar o laço com o mundo que está ao meu redor e viver a minha vida apenas para meus inícios, meios e fins. Como há muito não fazia desabei no sofá e me esqueci de tudo. Não queria saber das notícias sobre desabamentos, sobre o transito, sobre os trabalhos da faculdade.

É um conflito aberto! Parte da minha pessoa queria lutar e estava indignada com tudo aquilo que acontecia, mas estava meio fraca... Enquanto a outra parte ganhava uma força descomunal e queria tirar o dia de folga. Afinal, estar de bobeira em um dia de semana é diferente do que no feriado ou no fim de semana... A energia é diferente, mexeu comigo. Afinal, não é de hoje que enchentes e dias caóticos como esse assolam a Capital paulistana. Afinal, não sou um ser perfeito e imune a pensamentos idiotas... Assim, o mundo enlouqueceu e me permiti não pensar em mais nada.

Não me julgo um pecador de meus princípios sociais e vou dar um basta nesse exercício, mas não agora... Tenho que dormir para trabalhar amanhã... No caos camuflado que não existirá mais. Nem no meu emprego, nem na minha faculdade, muito menos na imprensa e provavelmente no mundo... Às vezes penso que só eu passo tempo pensando nisso enquanto todos os outros esquecem no dia seguinte.

Amanhã tudo volta ao normal (pelo menos é o que parece) e eu espero, com todas as forças, que o meu espírito de luta, que entrou em colapso assim como São Paulo, também volte para por fim nos pensamentos mais egoístas do ano.

Enganei-me novamente... Quando pensei que não havia sido afetado pela turbulência desse dia, fui pego por um caos maior ainda... Eu contra eu mesmo no meu próprio sofá. Deveria ter saído de casa mesmo nesse temporal... Seria menos desnecessário do que entrar em mais um conflito pessoal.